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sábado, 18 de dezembro de 2010

Vestibular - um Rito de Passagem?

Ouvi de um jovem mestre em Tantra que na tradição de algum povo indígena brasileiro as pessoas trocam de nome a cada rito de passagem, mais ou menos a cada 5 anos. Que lindo... que maravilhoso seria podermos ter o direito de começar cada nova etapa de nossa vida zerando tudo o que ficou para trás, com nova identidade, depois de passar por um rito que mostra que estamos prontos e somos merecedores! Poder começar sabendo que tudo o que aconteceu antes deve ser honrado, mas não faz mais parte de nós. As culpas, as coisas inacabadas, as mágoas causadas noutrem, as dívidas, as vergonhas... tudo zerado... quites com a comunidade, com a família, com o mundo físico e espiritual. Não precisar nunca mais justificar ou explicar algo que foi feito por uma pessoa com outro nome, na qual não nos reconhecemos mais. Enriquecidos, amadurecidos e gratos pelos aprendizados, podermos nos lançar no futuro leves e despojados de qualquer peso do passado. Mostrarmos ritualisticamente nossa coragem, determinação e capacidade e não precisarmos provar mais nada a ninguém.
Penso nisso no dia de hoje... dia do vestibular da minha filha mais velha. Saímos cedo, almoçamos, conversamos, e fui deixa-la no local da prova. Assim que acordou, ela me fez declarações de amor. Declarações que deixaram meu coração alegre e feliz, certa de estar no lugar certo e, de repente, grata por cada segundo do meu passado, pelas alegrias e tristezas, pelas dores e pelas realizações, pelas escolhas e decisões. Senti a gratidão por cada um desses momentos me invadir porque cada um deles me trouxe até aqui, neste exato instante e lugar... para ouvir declarações de amor de minha filha no dia de sua primeira prova do vestibular. Enquanto almoçávamos, ela me disse: “Eu quero tanto passar no vestibular. Eu já estou pronta para essa nova etapa. Vivi tão intensamente o ensino médio. Tudo aconteceu tão perfeitamente na hora certa. Agora já quero outra coisa. Quero estudar assuntos que me interessam. Já estou pronta para entrar na Universidade.” De repente, me lembrei de que mudei de nome quando entrei na Universidade... E durante anos fui chamada por esse nome. E tudo fez sentido.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Abaetetuba - Um Jardim Agroflorestal

Uma visão de Abaetetuba por meu amigo querido Sérgio Pamplona... nesse dia, plantamos juntos uma muda de bacuri, uma de cupuaçu e uma de maracujá! O quintal se expande na medida em que esses novos moradores chegam! 

Abaetetuba (nome de uma cidade do interior do Pará) é uma palavra de origem Tupi-Guarani que significa “lugar cheio de gente boa”. Quando ouvi isso, logo pensei que seria o nome ideal para o jardim onde moro. Além da gente boa que vive aqui comigo, árvores trepadeiras arbustos ervas insetos passarinhos lagartos lagartixas, passam sempre por aqui por acaso, de repente, de surpresa, convidados ou em eventos planejados, tantos amigos queridos... são todos muito bem vindos...


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Chapada dos Guimarães


Inspirada pelo Marcos, que compartilhou um Álbum do Picassa com fotos de curso de Agrofloresta na Fazenda São Luiz me fazendo viajar no tempo e no espaço, compartilho com vocês o meu olhar sobre a Chapada dos Guimarães (clique nesse link para ver o Álbum todo).

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Manifesto Por uma Alimentação Viva

Se o que desejamos é a Vida, por que cultivamos a Morte?

Cultivamos a Morte quando, sistematicamente, esterilizamos o Mundo.
Imagine um Planeta estéril, um deserto sem vida e sem fim...
Pois não é exatamente isso que estamos fazendo com nossa Terra?

Esterilizamos o solo que antes abrigava milhares e milhares de espécies de árvores ervas cipós bromélias mamíferos insetos répteis bactérias aves fungos... incontáveis espécies de planta bicho microorganismo... este solo que passa a abrigar somente uma, uma única espécie... soja... milho... cana-de-açúcar... não é isso um deserto? Um deserto onde antes havia abundância de vida. O solo, que antes era vivo escuro cheiroso úmido... se torna seco pálido morto... Apenas suporte físico para que um monocultivo qualquer equilibre a balança comercial ao invés de morada de milhões de espécies. Toda vida se vai com a aplicação dos “cidas”... Biocidas... Inseticidas... Herbicidas... Fungicidas... que destroem a vida e tornam os nossos solos estéreis. Serão nossos solos capazes de produzir vida no futuro?

Esterilizamos nossas casas compulsivamente, metodicamente. Casa brilhando e estéril. Nossas crianças cada vez mais limpinhas e... frágeis... crescendo em bolhas estéreis... Esterilizamos nossos quintais bosques jardins... não suportamos ver folhas em decomposição, adubando a terra... preferimos a visão de um solo seco limpo estéril. Varremos, juntamos, queimamos e impedimos que a vida continue... junto com as folhas secas que nos incomodam tanto, varremos e queimamos as sementes que gerariam as florestas do futuro...  Esquecemos dos ciclos... vida morte vida... estacionamos na morte...

Esterilizamos nossos corpos.
Pensamos que somos apenas uma espécie... quando somos um sistema no qual vivem muitas espécies... somos a morada de muitas espécies sem as quais não podemos viver... bactérias fungos vírus.... que convivem conosco nos ajudando, entre outras coisas, a aproveitar o alimento que ingerimos, pré-digerindo substâncias que não somos capazes de digerir sozinhos...  Como esses nossos aliados sobreviverão a tantos conservantes espessantes corantes... Nos alimentamos de substâncias mortas... esquecemos que os organismos que digerem (apodrecem) os alimentos fora de nosso corpo (o que queremos de qualquer maneira evitar...) são os mesmos que o digerem dentro de nós... Conservantes... Inseticidas... Fungicidas... destroem a vida que existe em nós e que nos ajuda a digerir decompor absorver nutrir... desenvolvemos intolerâncias alergias dependências...

Além de estéreis estamos nos tornando sintéticos...
De onde vêm os elementos químicos que compõem as moléculas, que compõem as células, que compõem os tecidos, que compõem os órgãos que nos compõem?
Sim.... dos alimentos que ingerimos...
E que alimentos são esses? De onde vêm os elementos químicos que farão parte do nosso corpo, do nosso coração, de nossa pele, de nossos olhos? As células se renovando diariamente, incorporando elementos químicos absorvidos em nosso estômago, intestinos... com que tipo de alimentos? Do que queremos ser feitos? De elementos químicos que venham de alimentos sintéticos?... elementos sintéticos, fabricados em laboratórios... são esses os elementos que queremos que componham nossas células, nossos tecidos, órgãos?... ou queremos que esses elementos venham de alimentos vivos, elementos que tenham feito parte de células vivas, células que compunham tecidos, órgãos, seres... Seres que viviam em cultivos diversificados, felizes, vivos, ricos... que viviam em florestas junto com outros milhares de seres... Alimentos vivos que venham de cultivos vivos, plantados em solos vivos, e que tragam mais vida para nosso corpo.

Afinal, do que queremos que sejam feitos nossos corpos, pensamentos, sentimentos e ações?

Afinal, o que queremos? A Vida ou A Morte?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Meditação com Mandalas



Organizando minhas coisinhas,
Coisa que faço em toda transição de vida,
Encontrei essa mandala que desenhei há muito tempo...
Em outros tempos...

E, olhando-a, descobri que sou outra, tão diferente daquela daqueles tempos..
Mas percebo também que sou a mesma.
Porque minha vida tem sido assim.
Viver várias vidas, sendo sempre a mesma ao mesmo tempo em que sou outra,
Que se transforma, que amadurece, que se torna mais sábia, e nem por isso, alguém que sabe tudo e que lida com todas as situações com sabedoria.
Me vi em toda minha humanidade... vi o caminhar que já fiz e vi que ainda há muito o que caminhar.

Compartilho aqui no blog porque, em qualquer situação, meditar com mandalas, se não resolve, acalma...

domingo, 10 de outubro de 2010

O Sentido do Voto - Vídeo

"Sentido" de significado e de direção mas, principalmente, de sentimento. Pois foi isso que perguntei às pessoas: "O que você sentiu quando estava votando?".

As respostas foram surpreendentes... ou não.



Certamente, dão muito o que pensar sobre o esgotamento da atual estrutura política de gestão do nosso país.
Alguns responderam que o voto não deveria ser obrigatório. Mas... as respostas que encontrei indicam que pouquíssimos decidiriam por todos... isso seria democrático?

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O DF que Queremos

Construir o "Mapa do DF que Queremos" tem sido a minha principal missão na campanha do André (http://www.andrelima2010.com.br/). Nessa construção, visitamos muitos lugares, pessoas, projetos. Conhecemos tanta gente bacana! Tanta gente fazendo tanta coisa bacana! O outro mundo possível já está começando a acontecer. Bem na frente dos nossos olhos... que se espalhe pelo DF inteiro, pelo Brasil inteiro, pelo Planeta inteiro...


O Mapa é colaborativo, participativo, em permanente e dinâmica construção. Todos são convidados a participar: http://www.odfquequeremos.com.br/.

Alguns dos momentos que vivemos estão registrados no vídeo "O DF que Queremos". Fiz duas versões. Uma tem 15 minutos e contém falas preciosas das pessoas que conhecemos ao longo do caminho. O outro é um "resumo" e tem 7 minutos. Sugiro que assistam o de 15 minutos; vale a pena.

1) versão completa (15 min) - www.youtube.com/watch?v=7jZRBq83UoU
2) versão reduzida (7 min) - www.youtube.com/watch?v=eZch6WYLdeA

Começou a contagem regressiva... as eleições serão daqui a 4 dias! Que sejam eleitos aqueles capazes de contribuir com a construção do Brasil que Queremos! O Brasil da sustentabilidade socioambiental, da justiça, da felicidade e da paz.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Sou + 1 com Marina Silva e André Lima



Minha contribuição às campanhas dessas duas pessoas tão especiais. Cada dia de convivência com o André me faz acreditar mais e mais forte que tudo é possível... principalmente se esse tudo estiver conectado com o bem, o amor, a solidariedade, o carinho, o respeito e a confiança.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Água e Fogo, Fogo e Água

Nessa seca, praticamente todo o DF queimou.
Aliás, há fogo em tantos lugares do país que nem carece nomear.
E isso é grave. É muito grave.
Porque, como não canso de repetir, é na vida que está a água.
A água vive em movimento, em trânsito e com destino imprevisível. A água precisa estar em constante movimento. Quando ela para, apodrece. Em movimento, ela muda de estado, de lugar, de temperatura, de organização molecular, formando diferentes tipos de cristais... nos mares e oceanos, nos rios e cachoeiras, nas geleiras, no ar e no fundo da terra... Essa é a água que vemos. E essa água só existe porque há vida na Terra. É na vida que a água se estabiliza um pouco. Essa é a água que não vemos.

Fora da vida, a água é altamente instável. Se o lugar esquenta um pouquinho, ela se torna vapor d’água. E o vapor d’água é leve. E sobe. Lá em cima, o vapor d’água se transforma em um dos mais poderosos gases provocadores do efeito estufa (mais do que o CO2). Com o efeito estufa, a Terra se aquece um pouquinho mais e, consequentemente, mais água vira vapor d’água. Na forma de vapor, as moléculas de água estão mais frouxas e permitem que a radiação solar atinja várias delas hidrolisando-as. Hidrolisar significa que o oxigênio se solta do hidrogênio. E como o hidrogênio é muito, muito leve, ele se solta para o espaço sideral. A água foge da terra, porque a água só faz sentido onde existe abundância de vida. Ela não tem mais o que fazer por aqui e vai embora.... que é a forma como os sistemas de vida funcionam. Florestas funcionam assim. Cada ser tem uma função... aquele que não tem função nenhuma a cumprir vai para outro lugar onde possa ser mais útil. Feliz da vida, numa boa. Porque sabe que assim estará cumprindo sua função e cumprir sua função é o que o faz feliz.
E onde está a vida? De que vida é essa que eu estou falando? Plantas, bichos, microorganismos... muitos, bilhões, em todos os lugares, em enorme quantidade. Imaginem uma floresta amazônica e todas as espécies que lá existem. Um rio amazônico, por exemplo, sozinho pode ter 200, 300 espécies diferentes de peixes!!! Oh.... Em todos os rios da Amazônia juntos há mais de 3.000 espécies diferentes de peixes!!!... com mais dezenas de milhares de espécies de plantas e milhões de espécies de microorganismos. O solo da floresta é todo coberto com no mínimo meio metro de pura matéria orgânica... folhas, galhos, sementes, flores, e bichos em decomposição alimentam os bichinhos do solo que produzirão enzimas que farão o mingau que alimenta a raízes das plantas que produzirão frutos que alimentarão aves que farão cocô que cairá sobre o solo e assim por diante indefinidamente durante milênios e mais milênios... em abundância de vida, sons, cores, cheiros, sabores e beleza.
E, esse ano, os seres humanos transformaram milhões de seres em cinza. E os milhões de litros de água que estavam nesses seres evaporaram e, leves, formaram uma nuvem de fumaça...
Ontem eu vi no céu essa fumaça... e vi pássaros, e vi cobras, e vi gatos selvagens... e eles me disseram que temos muito trabalho pela frente. Temos que colocar a mão na terra, plantar muitas sementes para, carinhosamente, chamarmos a água de volta à vida antes que ela hidrolise e se solte no espaço sideral...
* Quero honrar o Povo Nuvem, Ernst Gotsch, Fabiana Peneireiro, André Lima e Lovelock, que me ensinaram boa parte do que eu disse aqui.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Focalizando Grupos

Colori essa mandala (um presente da Karina ao grupo de estudos sobre grupos do qual eu participo) meditando sobre o principal aprendizado que tive na nossa última oficina. Naturalmente (!), eu já sabia... mas... como todos sabemos... saber na teoria, no mental, na reflexão é uma coisa... saber na vivência, na ação, na emoção sentida, no choro e na gargalhada... é outra coisa... E é com essa outra coisa que o saber vira aprendizado e vira prática e vira hábito, postura, atitude, comportamento. Vivi uma experiência de grupo que jogou na minha cara a seriedade com que um focalizador deve observar seu grupo. Mais do que cumprir roteiros, horários, métodos, trabalhar com grupos significa observar cada participante com o coração, com respeito, com amor, com presença. Como aprendi isso? Não percebendo o que estava acontecendo com o grupo que eu focalizava. Me preocupei tanto em cumprir cada passo do roteiro que eu havia planejado, que esqueci de olhar nos olhos dos participantes... e os perdi... no meio do caminho... Foi uma experiência dolorida perceber isso. Foi duro admitir e assumir. Mas foi fundamental para meu amadurecimento como focalizadora... Sou grata pela experiência vivida e aprendizagem colhida. Que venham muitas outras... e que eu tenha olhos e ouvidos para ver e ouvir!

domingo, 29 de agosto de 2010

Céu de Brasília

Adoro fotografar Brasília. As árvores... o céu... as flores... o horizonte...
Uma cidade totalmente absurda. E onde me sinto em casa.
Acho que deveríamos fazer um movimento para tombar o Céu de Brasília. Não sei qual seria o mecanismo, mas seria uma forma de dizer que queremos que o céu de Brasília permaneça assim, lindo como é hoje... ou melhor... era mês passado. Porque agora, o céu de Brasília está cinza, marrom, bege... carbono e água evaporados nas queimadas assassinas que enlouqueceram os bombeiros nas últimas semanas. Pois é essa a idéia, de que o Céu de Brasília é algo com que precisamos nos preocupar porque ele pode ser perdido. Que o tombamento seja uma bandeira para dizer que não queremos queimadas, indústrias poluidoras nem arranha céus por aqui.



As fotos são da Ponte JK. Duas diferentes perspectivas do mesmo objeto. De cima e de longe...

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Plantar Água

Aproveito que hoje é dia do Festival de Ilmatar ou Luonatar, a deusa finlandesa da água, grande mãe criadora que organizou o caos e criou a Terra, e coloco aqui um texto que publiquei originalmente na edição de dezembro de 2009 do Deusa Viva, jornal da Teia de Thea.

Só há vida na Terra porque há Água. Com as bênçãos das Deusas e Deuses dos Mares, Oceanos, das Chuvas e dos Rios, das Lagoas e Cachoeiras.

 
E só há Água porque existe Vida.

É a Vida que segura a Água na Terra...

Invertendo a lógica reinante: Conservando a vida, conservaremos a água. Essa água indispensável à vida.

Jurandir é um agricultor que faz agrofloresta no semi-árido. No último Congresso Brasileiro de Sistemas Agroflorestais, ele nos contou como ele Planta Água. Sim, plantar água. Ele nos disse: “Se você não tem água, você PLANTA. Como se faz? Observando a natureza. Foi assim que meu mestre, Ernst Götsch, me ensinou. E foi assim que eu fiz. E eu plantei mandacaru, e eu plantei palma. Porque essas plantas evoluíram nesse lugar e sabem como acumular a água com pouquíssima chuva. Então eu pico as folhas de palma em um buraco, misturo com terra, pilo bem, espero 45 dias e depois planto uma semente de manga, um caroço de abacate, uma semente de qualquer fruta que eu queira. A semente germina, se desenvolve e aproveita bem a pouca chuva que vem durante poucos dias, cresce bastante e agüenta a seca que virá. E assim eu tenho um pomar no meio do semi-árido com todas as frutas que eu gosto de comer. E é assim que eu planto água. Vivem dizendo que falta água no nordeste e gastam 200 litros de água por dia para irrigar uma mangueira. Eu planto água e tenho toda fruta que quiser.”*

Fico assistindo a toda essa conversa de Copenhague, Mudanças do Clima... e esse argumento de que a tecnologia de ponta resolverá tudo. Que bastará reciclarmos, utilizarmos células fotovoltaicas, produzirmos comida com transgênicos capazes de fazer qualquer coisa que queiramos... Água? Vamos dessalinizar a água do mar... cavar poços de milhares de metros de profundidade e utilizar água mineral... água acumulada pela Mãe Terra em suas entranhas... sangue que corre pelas artérias da Mãe Terra. Pois bem... na Arábia Saudita, regiões que já foram celeiros irrigados às custas desses bolsões de água mineral tornaram-se desertos. Os bolsões de água secaram. Sangue drenado da Mãe Terra.

Quem segura o carbono, assim como a água, é a vida. Basta multiplicar a vida para que o carbono permaneça aqui em baixo, onde queremos que ele fique e não lá na atmosfera a inviabilizar a vida no Planeta. E a tecnologia necessária para isso já era praticada pelos nossos ancestrais. Basta plantarmos muito, deixarmos as plantas crescerem, se espalharem, pararmos de cortar, arrancar, queimar cada folhinha verde que se surge, amorosamente captando carbono para permitir a continuidade da nossa vida. Basta deixarmos que a vida se multiplique em seres de todos os reinos, seres de todas as cores e formas, seres de penas, seres de escamas, seres de pelos, seres de pele, seres se folhas, seres de flores.... E, magicamente, automaticamente, estaremos Plantando Água!

*Esse texto não está exatamente como ele disse. Está como eu me lembro... Jurandir que me perdoe a reinterpretação e licença poética...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Mandala


Ganhei como presságio essa mandala da minha amiga muito querida Karina. Eu e Janaína colorimos juntas...
Mandalas são portais para meditação. Essa veio acompanhada da frase: "Consigo expressar melhor meus talentos a cada dia que passa." Que seja assim! Hô!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Feiras Orgânicas do DF


O meu querido amigo Roberto Carneiro, da EMATER, enviou essa lista com as feiras orgânicas do DF. Nessas feiras, os produtores vendem diretamente a sua produção aos consumidores. Essa é uma estratégia fundamental para viabilizar a agricultura familiar. O dimdim vai direto para o bolso do agricultor e não fica pelo meio do caminho.... no bolso daqueles que nem sabem como é a arte de plantar uma semente, cuidar durante semanas, meses, anos daquela planta para, finalmente, colher os frutos (folhas, sementes, raízes) que alimentam a humanidade... compartilho essa preciosidade com vocês. Divulguem!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Por que André Lima?

Entre muitos motivos, eu apoio a candidatura de André Lima a Deputado Federal pelo PV no DF porque ele tem dedicado a vida a valores nos quais eu acredito: justiça e diversidade socioabiental. Quer ouvir o motivo de outras pessoas? Então assista o meu vídeo:

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Janaína e o Pessegueiro em Flor

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O momento exato quando Janaína percebe que o pessegueiro está florido e se encanta!!!!

Pessegueiro em Flor




O pessegueiro do quintal de casa floriu!!! Já fazia alguns anos que isso não acontecia. Foi o frio mais intenso? Talvez.... Mas acho mesmo que foi o comentário que fiz, na frente dele, com a Fabi... que eu estava pensando em substituí-lo por alguma árvore que produzisse frutos caso ele não florescesse esse ano...

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Jardins Agroflorestais

Compartilho aqui o texto Jardins Agroflorestais que eu e Fabiana, minha amiga-irmã e agrofloresteira de mão cheia, escrevemos para a Conferência Internacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente (http://vamoscuidardoplaneta.net/). Que tal tentarmos todos sermos "queridos" por Mãe Terra, como nos ensina Ernst Götsch?

domingo, 15 de agosto de 2010

Brasília em Chamas

Inauguro finalmente o meu Blog. Sonho há tempos acalentado que enfim se torna realidade. Eu queria começar com algo alegre como costumo ser. Algo otimista e vibrante. Mas o que me move a inaugurar o Buniting é a urgência de compartilhar minha dor. Vamos lá... começo com o texto que escrevi para o Deusa Viva (o jornal da Teia de Thea) de Agosto:

Toda vez que saio de casa, me deparo com cenários de horror. O DF está em chamas... O povo em pé está de luto. O povo de quatro patas está de luto. O povo que se arrasta pelo chão está de luto. O povo com asas está de luto... seus ovos foram torrados aos milhares. Toda uma geração ameaçada. Para onde fugiram se não há mais para onde ir? Tiveram tempo de ir para algum lugar? Alguns vieram para o meu quintal, refúgio seguro porém pequeno para os tantos que perderam seus lares. A maioria não conseguiu fugir. Duvida? É só fazer uma caminhada por uma dessas áreas de Cerrado já sofrido que agora recebe golpe fatal. Verão todos os tipos de cadáveres.

Não sei o que sentir. Diante do horror, minhas palavras findam. Uma sensação de surrealismo fantástico me invade. Nada fantástico, esse surrealismo me faz temer o pior... mas temer não resolve. Então me conectarei com todas as Deusas das Águas... Para que derramem seu pranto sobre nosso Cerrado e impeçam que essa carnificina continue.
Luto contra o sentimento de desespero. Porque tenho sempre dito e escrito que devemos focar no que queremos e não no que não queremos. Devemos fortalecer a egrégora do amor, do perdão e da gratidão, e não a egrégora de fim de mundo. Porque o que fortalecermos, acontecerá. Mas nesse momento, vendo tudo isso, me sinto fraca para tanto.
Então vou me conectar com todas as Deusas dos mares e oceanos, das lagoas e dos rios, das chuvas e das águas que vivem em nosso corpo e no corpo de toda a família planetária. Vou pedir a elas que encham meu coração de amor e perdão. Que fortaleçam a minha convicção de que tudo passará... e de que seremos muito felizes em um jardim agroflorestal do Éden.